A Brilhantismo de Bruno Coloca o United de Volta na Elite Europeia
Bruno Fernandes não é apenas um meio-campista do Manchester United; ele é o motor, o arquiteto e, às vezes, toda a equipe de construção. A vitória de sábado por 3 a 1 sobre o Aston Villa não foi apenas mais três pontos; foi uma declaração. Praticamente garantiu o lugar do United na Liga dos Campeões para a próxima temporada e, francamente, já era hora para um clube dessa estatura.
Olha, o United começou devagar contra o Villa. Ollie Watkins, que discretamente se tornou um dos atacantes mais subestimados da liga, colocou o Villa na frente aos 20 minutos. Parecia um daqueles dias em que o United se esforçaria, dominaria a posse de bola e ainda encontraria uma maneira de perder pontos. Mas então a familiar virada de chave aconteceu, em grande parte graças ao número 8. Fernandes, em grande estilo, enfiou uma bola perfeita para Jadon Sancho, que então cruzou para Rasmus Hojlund empurrar para o seu sétimo gol em seis jogos da Premier League. Esse é um garoto que parecia perdido há apenas alguns meses, agora jogando com a confiança de um veterano experiente.
A questão é a seguinte: Fernandes não recebe crédito suficiente por sua consistência. Desde que se juntou ao United em janeiro de 2020, ele contribuiu diretamente para mais de 100 gols na Premier League. Isso é um retorno surpreendente para um jogador que não é um atacante puro. Ele seguiu a assistência de Hojlund com outra beleza, desta vez preparando Scott McTominay para o segundo gol do United aos 58 minutos. O passe foi cirúrgico, cortando a defesa do Villa como uma faca quente na manteiga. McTominay, não conhecido por seu toque sedoso, finalizou com aplomb. É esse tipo de visão, essa vontade de arriscar com a bola, que eleva Fernandes acima de muitos de seus pares.
Falando sério: o United ainda não é um candidato ao título. Eles estão a milhas de distância do Manchester City e do Arsenal em termos de profundidade de elenco e coesão tática geral. Mas garantir uma vaga entre os quatro primeiros, especialmente após as dificuldades da temporada passada, é um passo significativo. Os homens de Ten Hag agora estão em terceiro lugar na tabela com 63 pontos, cinco à frente do Tottenham, que está em quinto lugar e jogou um jogo a mais. Salvo um colapso monumental, eles estão dentro. Esta vitória contra um time animado do Villa, que também está lutando por uma vaga europeia, mostrou uma resiliência que muitas vezes faltou em campanhas anteriores.
Uma opinião quente: Marcus Rashford, apesar de sua impressionante contagem de gols nesta temporada (29 em todas as competições), ainda é muito inconsistente em grandes jogos. Ele precisa encontrar aquela marcha extra, aquela vantagem implacável, para ser verdadeiramente considerado de classe mundial. Ele teve chances contra o Villa, mas sua tomada de decisão no terço final muitas vezes o decepciona. Fernandes, por outro lado, raramente perde o ritmo. Ele foi desarmado apenas uma vez em 90 minutos contra o Villa, um testemunho de seu controle e inteligência.
O gol final, uma cabeçada forte de Bruno aos 75 minutos após um escanteio, foi apenas a cereja do bolo. Não foi o gol mais bonito, mas mostrou seu desejo de chegar a áreas perigosas. O próximo desafio do United é na semifinal da FA Cup contra o Brighton, um adversário difícil que os eliminou da Carabao Cup no início desta temporada.
Previsão ousada: o Manchester United levantará a FA Cup nesta temporada, dando a Erik ten Hag seu segundo troféu em dois anos.

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